Os alunos puderam conhecer um pouco
do que é o jornalismo, do texto jornalístico e tiveram contato com profissionais
da área
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| Alguns dos estudantes que participaram da Oficina de Imprensa |
De
setembro a novembro, alunos do ensino médio do Colégio Estadual Professora
Lúcia Barros Lisboa, localizado na região norte de Londrina, participaram de Oficina
de Imprensa como atividade extracurricular, com a jornalista e professora de
Filosofia, Sônia Lenira Nunes de Carvalho e a repórter fotográfica Vivian
Honorato. As aulas ocorreram uma vez por semana, no período noturno.
Durante
as aulas, os estudantes puderam conhecer um pouco do que é o jornalismo, como é
o texto jornalístico e tiveram contato com profissionais da área, Rafael
Machado, da rádio Brasil Sul e Reinaldo Zanardi, coordenador do curso de
Jornalismo da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Como produto final eles
fizeram textos e fotos com o tema preconceito racial. Para isso, entrevistaram
profissionais, na maioria negros, que falaram um pouco sobre o tema. Três
estudantes foram recebidos pelo prefeito de Londrina, Gerson Araujo, quando
foram fazer entrevistas na Prefeitura de Londrina.
A
iniciativa foi da professora de Filosofia do Colégio Lúcia Barros, Sônia Lenira,
que contou com apoio da direção e da equipe pedagógica. Ela é formada em
jornalismo e Filosofia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com
especialização em História e Filosofia da Ciência e também em Assessoria de
Imprensa. Além de ser professora no Estado, desde o começo de 2012, atua como
jornalista na Prefeitura de Londrina.
Sônia
Lenira contou que já havia desenvolvido um projeto semelhante, pela prefeitura,
com idosos e acreditou que poderia fazer algo semelhante na escola. Ao dar
aulas para o ensino médio, pensou que seus alunos mereciam conhecer novas
formas de texto, para desenvolver senso crítico e estimular a leitura. Ela
considerou uma experiência gratificante, pois encontrou potencial em alguns
alunos que no cotidiano, de suas aulas, ainda não tinham se manifestado.
A
professora pensa que, apesar do bom resultado, o trabalho poderia ter sido ainda
mais produtivo, se tivesse mais tempo e se pudesse ofertar a oficina no horário
que os alunos estudam. Considera que o trabalho valeu muito a pena pela
participação dos alunos e pelo apoio da escola. Ela afirmou que, sem dúvida,
faria de novo. “Eu parabenizo a todos que participaram, pois é muito valioso
querer mais, buscar e estar disposto a aprender”, concluiu.
A
jornalista Vivian Honorato que participou, volutariamente, da Oficina ensinando
técnicas de fotografias, é formada em jornalismo pela UNOPAR , trabalha na Prefeitura
de Londrina e atua na área em diferentes eventos da cidade. Ela contou que
aceitou realizar este trabalho porque gosta de ministrar aulas e acha
interessante levar seu conhecimento acadêmico e prático para as escolas. “Aceitei
fazer esse trabalho porque fui chamada a dar aulas de fotojornalismo que é uma
coisa que amo fazer”, contou. Ela disse que notou que os alunos, que realmente
se interessaram e participaram das aulas, demonstraram aprendizado.
Em
2010, Vivian já havia participado de um projeto assim na Guarda Mirim, onde
trabalhou jornalismo impresso, entre outros temas. Foi um projeto de extensão
da Universidade, na matéria de Comunicação Comunitária.
Opiniões
A
estudante do segundo ano do colégio, Milena Chagas Souza, 15 anos, contou que se
interessou pelo projeto porque sempre teve interesse pelo jornalismo, e pensou
que poderia se aperfeiçoar. Afirmou que isso ajudou a superar mais sua timidez
e “abrir” sua mente para a sociedade.
Bárbara
Hispagnol Moreira, 15 anos, estudante do primeiro ano, disse que o projeto ajudou
a aprender a tirar fotos, criar melhores textos e ter um lado mais crítico sobre
as coisas.
Assim
também pensa Geovana dos Santos Rodrigues, 14 anos, que também estuda no
primeiro ano. Ela começou a ir para conhecer o projeto e foi se interessando
por aprender a tirar fotos. “Ajudou-me a me interessar por leituras e agora
estou tendo mais ideias para escrever”, afirmou.
Vitor
Glayson da Silva de Oliveira, 14 anos, que também estuda no primeiro ano, disse
que se interessou pelo projeto por julgar ser bom para sua educação e por
desenvolver seus conhecimentos. “Ajudou no cotidiano, no colégio, com meus
amigos, familiares, e auxiliou muito no meu vocabulário.”
O
estudante e empacotador em supermercado, Luiz Guilherme, 18 anos, que também
cursa o primeiro ano, contou que se interessou, começou a ir e notou que a
Oficina ajudou a escrever e pensar melhor, interpretar textos de forma correta
e fazer melhores críticas. “Ajudou na escola, eu não sabia interpretar textos,
falar corretamente e pensar melhor sobre as coisas.” Ele ainda disse que este
tipo de trabalho na escola é muito importante para novos aprendizados e sair um
pouco do cotidiano.
Texto: Jon Eslen
Amorim da Silva e Beatriz Zambonini
Foto: Vivian Honorato

Ótimo. Foi uma maravilhosa oficina, até porque participei. Ficou show!!!
ResponderExcluirOlá Sonia, você sabe que fui um grande fã do projeto 'Oficina de Imprensa', desenvolvido com os alunos do Colégio Lúcia Barros.
ResponderExcluirCoincidentemente, o GTR que comecei a participar trata da utilização da notícia na sala de aula. Sendo assim, é claro que vou citar o blog e o projeto desenvolvido.
Abraço e parabéns novamente!