A frase
é de
Maria de Lurdes de Jesus, que já integrou um grupo que defendia o
direito dos negros
Ao participar de um grupo
que defendia os direitos e a cultura dos negros, Maria de Lurdes de Jesus, 47
anos, mesmo sendo negra, descobriu coisas da raça que ela não sabia, incluindo
fatos sobre o modo de viver. Ela contou que o grupo chegou ao fim porque os
companheiros tinham ideias contrárias sobre o tema,mesmo todos sendo negros. O
objetivo dela é promover outro grupo em breve.
Maria de Lurdes contou que durante sua infância sofreu muito preconceito, como não poder hastear a bandeira; nas aulas de educação física só podia participar em último caso, e por causa do seu cabelo recebia apelidos maldosos.
Hoje trabalha como agente educacional no Colégio Estadual Professora Lúcia Barros
Lisboa. No local já promoveu desfiles no dia da consciência negra para mostrar
um pouco da cultura afro. Ela quer mostrar que não há um ou dois negros, mas
sim milhares.

Alegre ela conta que pensava que sua filha iria se casar com outra cultura, mas no ano que vem ela se casa com um angolano. “Vai continuar sua cultura, pois ela é neta de escravos”, disse a agente educacional.
Ao falar de preconceito, ela diz que os negros vivem numa sociedade racista.
Mas, ela faz um questionamento.”Se as pessoas adoram uma santa negra,por que são
tão racistas?"
Texto e fotos: Bárbara Chiqueto Pereira – 16 anos e
Tainá Karoline Peixono- 15 anos. Ambas são estudantes do primeiro ano.

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