“ Eu
trabalhei como office boy e eu tinha
que ir em lugares chiques e você vê que a pessoa olha diferente”, declarou Humberto Matos dos Santos
Professor de física no Colégio Estadual Professora Lúcia Barros Lisboa, Humberto Matos dos Santos, 27 anos, é formado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ele escolheu o curso de física, porque gostava muito do que as pessoas da engenharia faziam. “ Daí eu pensei, qual era a base da engenharia? A base da engenharia é a física e a matemática”, disse o professor ao justificar a escolha da profissão.
Ele contou que como professor nunca sofreu preconceito, mas que ele está presente nas pessoas. “Trabalhei como office boy e eu tinha que ir em lugares chiques. Você vê que as pessoas olham diferente, por conta da sua cor”, afirmou Matos.

Filho de pai negro e de mãe branca, ele contou que estudou no colégio central da cidade em que morava. Fez cursinho, e nestes lugares tinha poucos negros, mas a resposta, segundo ele, para a pequena quantidade de negros deveria ser a localização. O professor contou que começou a pensar sobre o tema racismo há pouco tempo e notou que na universidade, quando cursou física e, atualmente, no mestrado ele também é o único negro.
Seus pais nunca conversaram com ele sobre o preconceito e disse que em sua opinião o preconceito está embutido no dia a dia. "O que temos que fazer é tentar não transparecer e respeitar as diferenças",defendeu.
Texto e fotos: Bárbara Hispagnol Moreira- 15 anos primeiro ano
Bruna dos Santos Amaral- 15 anos- segundo ano
Ambas do ensino médio.
Bruna dos Santos Amaral- 15 anos- segundo ano
Ambas do ensino médio.

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