Auxiliar de enfermagem no HU conta que o
preconceito que viveu são só lembranças ruins
Adão Aparecido
Brasilino é negro, 40 anos, trabalha no Hospital Universitário de Londrina (HU)
como auxiliar de enfermagem. Ele também é fisioterapeuta, formado pela Universidade
Norte do Paraná (Unopar)há 10 anos.
Ele contou que já
sofreu preconceito. “No momento me senti muito irritado. Eu não me preocupei
com o preconceito, que não foi uma barreira na minha vida. Hoje ajudo pessoas
que sentem o preconceito. Apesar dos atos do preconceito ficarem marcados na
memória não me prejudicaram, superei os momentos sem arrastar mágoas, são somente
lembranças ruins.”
Brasiliano contou ainda que decidiu ser auxiliar de enfermagem porque teve
contato com os profissionais e depois veio o interesse em ser fisioterapeuta. “Antes de escolher essa
profissão escolheria fazer a faculdade de enfermagem, ela seria minha segunda
opção. Não me preocupo com o futuro, me preocupo em viver o agora. Na minha
avaliação tenho mais do que esperava, principalmente, com respeito profissional.
Na minha profissão não tem a qual gosto mais, porque me dedico muito e são
quase a mesma coisa. As duas profissões são relacionadas ao corpo humano.”
Drielli Inocêncio da Silva – 15 anos
Elizabethe dos Santos Brasilino- 16 anos
Ambas são
estudantes do segundo ano do ensino médio
Foto: arquivo da família
Foto: arquivo da família
