quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Quando o preconceito vira lembrança


Auxiliar de enfermagem no HU conta que o preconceito que viveu são só lembranças ruins
Adão Aparecido Brasilino é negro, 40 anos, trabalha no Hospital Universitário de Londrina (HU) como auxiliar de enfermagem. Ele também é fisioterapeuta, formado pela Universidade Norte do Paraná (Unopar)há 10 anos.
Ele contou que já sofreu preconceito. “No momento me senti muito irritado. Eu não me preocupei com o preconceito, que não foi uma barreira na minha vida. Hoje ajudo pessoas que sentem o preconceito. Apesar dos atos do preconceito ficarem marcados na memória não me prejudicaram, superei os momentos sem arrastar mágoas, são somente lembranças ruins.”
Brasiliano contou ainda que decidiu ser auxiliar de enfermagem porque teve contato com os profissionais e depois veio o interesse em ser  fisioterapeuta. “Antes de escolher essa profissão escolheria fazer a faculdade de enfermagem, ela seria minha segunda opção. Não me preocupo com o futuro, me preocupo em viver o agora. Na minha avaliação tenho mais do que esperava, principalmente, com respeito profissional. Na minha profissão não tem a qual gosto mais, porque me dedico muito e são quase a mesma coisa. As duas profissões são relacionadas ao corpo humano.”
Drielli Inocêncio da Silva – 15 anos
Elizabethe dos Santos Brasilino- 16 anos
Ambas são estudantes do segundo ano do ensino médio
Foto: arquivo da família